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    Crônicas de Yryhn, o Imortal

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    Crowley(n)

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    Crônicas de Yryhn, o Imortal

    Mensagem por Crowley(n) em Ter Nov 05, 2013 10:21 am

    Prólogo - Yryhn
    bom, antes de mais nada, devo me apresentar. Meu nome é Yryhn e dentre das minhas principais características, a mais importante é, sem dúvida, que eu sou imortal. ou era. mas não o tipo de imortalidade que vem com o vampirismo, não - eu era realmente imortal, acho que já tentaram fazer de tudo comigo, queimar na fogueira, arrancar a cabeça, rasgar em pedaços (aah, Aela s2), enfim, não deu certo, só demora um pouco até meus pedaços se juntarem, e dói absurdamente. até pouco tempo atrás, pelo menos. outro ponto importante: minha memória é péssima, e adicione isso a uma vida com algumas centenas de anos, e o resultado é uma vida realmente confusa. Bom, vou contar pra vocês minha história mais importante, e também a mais recente - a que eu morri. Começou como qualquer visita à Skyrim, como sempre fui visitar meu velho amigo, Paarthurnax, que me contou de uma profecia, ao que parece, Alduin iria voltar dentro de alguns anos, nada com o que se preocupar. ele também me contou de alguns outros eventos - ao que parece o jarl Ulfric Stormcloak estava começando uma pequena rebelião contra os imperiais, que estavam sob controle da Aldmeri Dominion, mas não creio que isso vá dar em alguma coisa. depois do chá com Paarthurnax, decidi ir visitar Whiterun - Cidade grande, pacata e lar dos Companions, ver se ouvia algum boato interessante. chegando lá, me deparo com Aela, linda como sempre, mas parecia estar com pressa. Decidi perguntar o motivo.
    -"Bom dia, lobinha" digo eu com um sorriso
    -"Olá, sanguessuga" ela responde
    -"Qual o motivo da pressa?"
    -"Ainda não sei. Alguns aldeões do sul de Helgen relataram um tipo diferente de gigante."
    -"Como assim? Gigantes são iguais, só mudam de endereço. calmos, tem mamutes e são grandes. Raramente dão problemas"
    -"Sim, mas esse aparentemente não tem rebanho e é muito mais forte. estou só esperando o resto do meu grupo, que, por sinal, está atrasado" diz ela, fazendo careta de raiva.
    -"se você não se importar, gostaria de ir com você"
    -"claro que pode, ajuda é sempre bem-vinda, ainda mais sendo sua" disse ela com um pequeno sorriso
    esperamos o resto do grupo e então saímos à caça do gigante. realmente, não foi difícil de achá-lo, afinal ele além de ser um gigante, estava usando uma armadura brilhante, que reconheci imediatamente como uma armadura dwemer, e usava uma espada de duas mãos como uma faca de caça.
    -"o quê? um gigante inteligente?" perguntei eu
    -"não pergunte para nós, estamos vendo o mesmo que você" disse um dos lobinhos do grupo
    metade do grupo de Aela se transformou imediatamente, visto que o inimigo era aparentemente muito forte, enquanto outros dois ficaram dando suporte com magias e eu e Aela ficamos mais atrás com nossos arcos. Gostaria de poder dizer que deu tudo certo.

    Capítulo 1 - Yryhn - Um novo amigo
    A luta começou como qualquer outra luta em grupo contra um gigante, os lobisomens ficaram atacando de perto, os magos, de longe e eu e Aela ficamos atrás mirando nos pontos fracos da armadura. Mas os lobinhos não estavam conseguindo atacar de jeito nenhum através da armadura, e mesmo com os esforços dos magos, que estavam praticamente cozinhando o gigante dentro da armadura, o mesmo não recuou nem fraquejou, muito pelo contrário - com um golpe conseguiu arrancar completamente a cabeça de um dos membros do grupo e ferir gravemente o outro, de forma a deixá-lo incapacitado.
    -"tem algo errado!" gritou um dos magos "ele não sente dor!"
    -"O quê?! como assim?! como você sabe?" gritei eu. se as coisas continuassem assim, teria que partir pro duelo corpo-a-corpo, afinal só sobraram os dois magos e um peludo na linha de frente.
    -"estou usando magia de fogo, e já aumentei a temperatura o máximo possível, ele deve estar fritando dentro da armadura, mas não dá sinais de dor! ele deve estar enfeitiçado para isso!" respondeu o mago.
    me lembrei de um antigo encantamento que os curandeiros usavam para diminuir a dor durante uma amputação ou cirurgia, tentei lançar o contra-feitiço, mas não deu resultado.
    -"aparentemente não é isso" disse eu, logo antes de perceber que o mago com quem eu estava falando estava morto, com o corpo do primeiro lobisomem ainda em cima dele
    -"Chega disso. eu vou lutar" disse Aela. não tive nem tempo de protestar antes dela sair correndo na direção do monstro, mas parou no meio do caminho
    -"o que foi?" disse eu
    -"esse cheiro" ela disse. foi então que eu senti o cheiro também. não era humano, nem lobisomem, era cheiro de morto. de alguém como eu: um vampiro.
    -"ótimo, mais inimigos?!" eu estava começando a ficar com raiva
    -"relaxe irmão. eu vim para ajudar" ouvi vindo de algum lugar à minha esquerda, procurei e achei o dono da voz - um vulto escuro, encapuzado, mas de longe dava para ver o brilho alaranjado dos olhos de um vampiro. "bom" pensei eu "mesmo que ele consiga enfiar uma adaga nas minhas costas, não vou morrer. mas vou ter que ficar cuidando de Aela" então deixei que ele se juntasse ao que restou do grupo.
    -"como você pretende nos ajudar, vampiro?" perguntou Aela, com ódio no olhar
    -"não sei. mas eu sou mais ágil que qualquer um aqui." respondeu o vampiro encapuzado.
    -"eles não sentem dor" disse eu "mas isso não faz com que eles se movimentem sem ter os músculos funcionando"
    o vampiro olhou para mim e sorriu
    -"você também viu as brechas da armadura nas juntas dos joelhos dos braços?"
    -"sim. vocês distraem ele enquanto eu ataco" digo eu
    -"você deve estar brincando, se acha que eu vou ficar para trás enquanto você fica cm toda a diversão!" dizem Aela e o vampiro, em uníssono, e se olharam com uma cara estranha. se a situação não estivesse crítica, eu riria.
    -"é mais seguro" digo eu "mesmo que ele arranque um dos meus braços ou mesmo minha cabeça, posso continuar lutando"
    -"esqueça. nós vamos junto." diz Aela.
    instruí o mago sobrevivente a ficar jogando bolas de fogo no rosto do gigante para distraí-lo, e então investimos contra o monstro. realmente, o vampiro era muito ágil, e em pouco tempo tínhamos colocado o gigante de joelhos. foi questão de tempo até eu conseguir arrancar a espada da mão dele, e, por fim, arrancar a cabeça dele com um golpe.
    -"ufa. até que em fim" disse eu.
    -"acabou? era só isso?" disse o vampiro
    -"duvido. um gigante não aprende a usar armaduras e ganha resistência à dor do nada. alguém ou alguma coisa o criou, e provavelmente, tem mais de onde esse veio, não concorda, Aela?" silêncio "Aela?!" procurei e achei ela caída em um canto, com um ferimento grande na parte superior da coxa direita. muito sangue, mas ela ainda estava acordada. gritei para o mago vir, e ele conseguiu imobilizar e fazer parar de sangrar tanto, mas ainda assim era um ferimento preocupante, provavelmente ela ficaria um bom tempo sem poder andar.
    me virei para o vampiro
    -"ainda não sei seu nome. você foi de grande ajuda hoje." disse eu
    o vampiro abaixou o capuz, revelando orelhas pontudas e uma cara cinzenta - um Dunmer.
    -"meu nome é Hiuk, irmão" ele disse com a voz ainda tremendo por causa da batalha.

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