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    Capítulo 2, Drunmon - O redguard andarilho

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    Drunmon

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    Capítulo 2, Drunmon - O redguard andarilho

    Mensagem por Drunmon em Sex Dez 06, 2013 1:14 pm

    Coloquei capítulo 2 lá em cima só de graça.

    Tive que criar um segundo tópico pois o limite de tamanho do outro foi atingido, portanto darei continuidade ao Drunmon nesse tópico aqui.

    Acesse o tópico antigo clicando [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
    Acesse o blog oficial clicando [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] (todas as partes da história aparecem lá primeiro)

    Crônicas de Drunmon parte 11 - Túmulo das cataratas sombrias:
    Algo estranho aconteceu de repente, quando o martelo de ferro vinha na direção da minha cabeça uma espécie de escudo reluzente apareceu na minha frente, fazendo o martelo rebater, o bandido soltou-o por causa do impacto do escudo, não entendi o porquê disso ter acontecido, mas era uma vantagem. Precisava fazer a arqueira me soltar antes que ele pegasse o martelo novamente. Ela estava segurando meus braços, mas não minhas pernas. Apoiei uma perna no chão e a outra usei pra chutar a cabeça dela, assim ela me soltou e eu pude levantar, quando menos vi, ele já estava com o martelo na mão e eu estava sem a espada, pois ela caiu da minha mão quando eu tropecei. Mas não será problema, ele é lento. Ele fez o primeiro ataque vindo da direita, eu pulei para esquivar. Minha posição era acima da cabeça dele, então já aproveitei e meti a sola da minha bota no rosto do bandido, o que o deixou atordoado.
    Quando me virei para pegar a espada eu levei uma flechada no braço direito, a arqueira, com o rosto ensangüentado por causa do chute, estava lá. Não havia tempo para sentir dor. Enquanto ela pegava outra flecha eu corria em sua direção e dei uma cotovelada na barriga dela, na região do diafragma pra fazê-la perder o ar. Ela caiu de joelho no chão com a mão no peito, rapidamente peguei a espada no chão e cravei nas costas dela, que soltou um grito e então relaxou, depois fiz o mesmo com o outro que estava no chão desmaiado por causa do chute que levou. Talline ainda estava sentada apoiada na coluna do salão, não estava inconsciente, porém pálida.
    - O que seria de você sem mim? – ela disse sorrindo.
    - Obrigado pelo escudo – eu respondi – precisa que eu te carregue?
    - N... Não! Eu consigo levantar sozinha – ela cora

    Ela se levantou.

    - Isso no seu braço é uma flecha?! – ela falou
    - É. Aquela sua magia cura isso?
    - Sim, mas como você pode reagir com tanta naturalidade?
    - Costume.

    Novamente ela me cura. Agora, enquanto avançamos na missão para recuperar a tabula do dragão eu me lembro, quando vi aquele bandido enforcando Talline eu senti alguma coisa diferente. Foi raiva, mas foi diferente... Era como se alguma coisa muito importante estivesse sendo tirado de mim, foi raiva e preocupação. Nunca senti isso antes a não ser quando... É... A não ser quando perdi minha família quando eu era criança. Talvez isso seja amizade.



               Começamos a descer cada vez mais naquela ruína, então apareceu mais uma pessoa, talvez esteja na gangue daqueles bandidos, nós estávamos meio longe dele, então ele não viu.
    Ele possuía uma tocha na mão, e estava fazendo força para puxar uma alavanca, talvez essa alavanca abriria a porta de ferro que estava a sua frente. Nem eu e nem a bretã nos movemos, ficamos parados observando.

    Era uma armadilha.

    Vimos o homem morrer lentamente linchado por dardos provavelmente venenosos. Logo após ele morrer nós entramos nessa sala, era um quebra-cabeças. Haviam acima da porta de ferro dois totens e um tinha caído no chão. Os dois de cima, da esquerda pra direita, possuíam desenhos de cobras, enquanto o quebrado possuía o desenho duma baleia. Do lado esquerdo da sala tinha outros totens, esses eram manipuláveis, com os mesmos desenhos dos que estavam acima da porta.
    - Veja, ele tinha tentado alguma coisa – falei
    - Ele tentou colocar na ordem direita pra esquerda, baleia, cobra e cobra. Vamos tentar colocar na ordem contraria.
    - Temos que ter certeza, caso contrário esses dardos vão nos matar.
    - Coloca na ordem cobra, cobra e baleia. Meu escudo mágico vai me proteger.
    - Não. Eu não vou colocá-la nesse risco. Eu puxo a alavanca – fiz um sinal negativo com a cabeça enquanto ia girar os totens.
    - Prepare-se

    Puxei a alavanca e me preparei pro pior. Nada. Os dardos não foram lançados, portanto a porta abriu. Dei um suspiro de alivio e começamos a andar novamente, adiante tinha uma mesa, mesa de trabalhos antiga aparentemente. Nela tinha uma gema de alma, material usado por magos para encantar equipamento, um livro cujo nome era “Ladrão”, uma poção cor de sangue, e um baú.
    - Uau! Esse livro, estive procurando por ele há muito tempo – disse Talline ao ver o livro em cima da mesa.
    - Você gosta de ler?
    - Sim, é o meu passatempo preferido – ela guardou o livro na bolsa.

    Eu abri o baú, dentro tinha outro frasco com poção, azul dessa vez.

    - Bretã, o que é isso? – perguntei
    - Essa aí é uma poção para magos, serve para recuperar poder mágico, essa vermelha em cima da mesa é uma poção de cura. Igual minha magia, só que cura mais rápido.
    - Eu fico com ela, pega a azul.

    Ela provavelmente não gostou da negociação, mas aceitou. Além da poção, dentro do baú tinha alguns septims, 53 moedas pra ser mais exato, e manoplas de metal encantadas. Não tenho idéia de que tipo de encantamento é, mas eu peguei.
    - Espera, essas manoplas estão encantadas? – Ela perguntou
    - Estão, mas não sei com o que.
    - Eu sei identificar, me empresta – entreguei a ela as manoplas – sei... É minha.
    - Hã?!
    - Ela faz o poder mágico recuperar mais rápido. Eu fico com elas – ela disse com cara de vingança

    Tive que aceitar também, não ia ter vantagem eu ficar com um negócio desses. Descemos uma escada espiral, que nos levou a um corredor com teias de aranhas, e novamente aquele ar tóxico. Tinha Frieiras por aqui com certeza. Andamos um pouco mais e ouvimos uma voz.
    - T... Tem alguém aí? É você, Harknir? Bjorn? Soling? Eu... Eu sei que fugi com a garra, mas eu preciso de ajuda! – provavelmente esses nomes eram os nomes dos bandidos que matamos, mal ele sabe.

               Quando continuamos andando vimos uma entrada totalmente preenchida com uma grossa camada de teia. Passei a espada três vezes e os fios cederam. Lá estava o bandido, no fundo da sala preso em mais teias. Parei pra reparar na sala, corpos no chão, as paredes forradas com teia, mas nenhuma aranha. Estranho.
               Uma sombra se projetou no chão. Óbvio, uma aranha de três metros de altura desceu em sua teia saindo de uma abertura do teto que levava para fora daquela caverna.
               - Por Tava – Falei. Estava assustado, não podia negar.
             
               Não deu tempo de raciocinar. Impulsivamente empurrei a bretã para trás de mim, que caiu no chão, e eu avancei na aranha.
               - Drunmon!! O que está fazendo?! – Ela berrava no chão.

               Tentei evitar as patas e as presas, que eram as partes que tinham mais veneno. Pulei numa pedra que tinha no caminho e usei-a para pular em cima da Frieira gigante. “Tire-a de perto de mim!” o bandido gritava enquanto eu apunhalava a cabeça do monstro.
               - Em cima de você! – gritou Talline

               Olhei pra cima e vi duas patas da aranha vindo em minha direção. Dei um pulo, ela acertou a própria cabeça com as patas. Ela deu uma espécie de grito e caiu.
               - Porque você fez isso?! Você poderia ter morrido!
               - Não adianta pedir pra você não se preocupar...
               - Como eu não me preocuparia? Você imagina ao menos quão grande era a chance de você morrer lá?
               - Não estou morto. É o que importa
    - Deixem a briga de casal pra depois! Ajudem-me a descer. – O bandido preso na teia interrompeu-nos.

    Eu e Talline nos encaramos, tentando decidir se tirávamos ele de lá ou não. Até que eu me lembrei da conversa dos dois bandidos na entrada do túmulo, eles mencionaram uma garra dourada com um bandido chamado Arvel, e o outro arqueiro do lado de fora falou que haviam quatro bandidos aqui dentro, e como matamos três esse seria o último, seria ele o Arvel com a garra dourada.
    Talline falou no meu ouvido.
    - Acho que deveríamos perguntar se ele é o Arvel.

    Eu sem pensar fui à direção de onde ele estava preso e cortei as teias. Coloquei a mão no bolso onde estava uma adaga de ferro, deixando-a na posição certa para jogar e perguntei.
    - Cadê a garra dourada? – nem ao menos sabia do que ela seria útil, mas não perco nada tentando.

    O bandido olhou pra mim e retrucou.
    - Seu tonto, acha que vou dividir o tesouro com alguém? – e virou as costas pra correr.
    - Não dê as costas pra mim!

    Tirei rapidamente a adaga do bolso e apunhalei as costas dele abaixo do pescoço atingindo a parte superior da espinha. Ele soltou um gemido de agonia e caiu.
    Depois de tudo eu percebi que ao cortar as teias que ele estava preso revelei uma nova passagem, talvez o caminho que nos levava ao fundo dessa ruína. Na bolsa de Arvel lá estava ela, a garra dourada. Em baixo dela tinha uma decoração, eram três círculos moldados em ouro, em um dava para identificar um urso, no outro uma ave, águia talvez, e no último uma coruja. Talvez fosse um código, devo prestar atenção nisso. Ajudei a bretã a se levantar e continuamos a andar pelo recém revelado caminho. Andamos mais uns passos e vi algo intrigante daquelas ruínas, corpos mortos, em estado de decomposição, guardados ali. Eram draugrs. Já tinha ouvido falar deles, mas não sabia que eram assim. Continuamos a andar, mas quando chegamos no meio da sala eu pisei em uma pedra, que se quebrou, emitindo um barulho meio alto, e isso me fez saber que os draugrs não estavam mortos, e sim dormindo. Três deles começaram a se levantar lentamente. Tanto eu quanto Talline entramos em guarda.
    - Prepare-se! – Gritei

    Dois deles usavam espadas e um usava machado de duas mãos. Estávamos cercados. Eles provavelmente eram mais habilidosos que aqueles bandidos, a estratégia de mandar a Talline atirar neles de longe estava fora de cogitação, todos usavam capacetes e armadura nórdica. Estávamos localizados no centro da sala, onde tinha um pilar meio rachado.
    Um deles, o de machado, fez o primeiro ataque. Eu esquivei agachando, o machado acertou o pilar, que fez balançar a estrutura, Talline estava atrás desse que fez o ataque e golpeou-o pelas costas com a espada de ferro que pegou dos bandidos, apesar da espada ter sido completamente cravada em sua caixa torácica ele ainda estava de pé, afinal é um morto vivo, mesmo assim ficou um pouco incapacitado de fazer alguns movimentos. Eu levantei e, com a minha espada de oricalco, cortei sua cabeça ao meio verticalmente. Caiu morto.
    Talline falou
    - Tive uma idéia, vem pra cá! – ela puxou meu braço na direção oposta dos draugrs
    - O que você pretende?
    - Observe – ela falou enquanto levantava a mão na altura da cabeça.



               Eram as chamas, as mesmas chamas que ela tinha usado contra as frieiras em Helgen. Ela explicou a sua idéia.
               - Olha no chão. Isso brilhando é óleo, se eu usar minhas chamas aqui eu posso incinerá-los.
               - Certo.

               Ela jogou seu jato de fogo no chão e veio um clarão. O óleo foi aceso, criando uma grande barreira de fogo, só de ficar perto já sentia o calor devastador. Os draugrs berravam dentro do matagal de fogo, até que se silenciaram. Estavam mortos, alguns segundos depois as chamas começaram a acalmar-se e sumirem completamente. Talline estava sentada no chão, respirando rapidamente de cansaço.
               - Você está bem? – perguntei
               - Estou. Só me deixa descansar um pouco
             
               Provavelmente usou a magia em excesso. Pelo menos terei uma desculpa pra sentar também. Ela estava toda molhada de suor, vestindo apenas armadura pesada nas manoplas e nas botas, ela não usa peitoral, no lugar era apenas uma roupa casual, nesta ocasião usava uma roupa branca com uma saia. Como sou homem, não pude deixar de notar seu corpo, belo e definido corpo molhado, com os longos e lisos cabelos ruivos entrando furtivamente em sua camisa passando no meio dos seios. Cheguei a pensar nessa hora se ela era compromissada, mas isso não é da minha conta.
               Ficamos uns cinco minutos sentados lá.
               - Podemos ir? – perguntei
               Ela não respondeu, estava com os olhos fechados. Dormindo talvez.
               - Ei, podemos ir? – falei mais alto
               - Hã? Ah, claro – Ela tomou um susto ao acordar
               - Em quinze minutos sentada você conseguiu dormir?
               - Eu to cansada... – sua voz estava realmente exausta.
               - Se quiser voltar...
               - Não, eu vou com você. Me ajuda a levantar – ela estendeu os braços em minha direção

               Eu ajudei-a a levantar e nós continuamos a andar, haviam mais alguns draugrs pelo caminho, nós vencemos esses com mais facilidade pois já estávamos preparados dessa vez. Chegamos num túnel com uma porta ao fundo, haviam alguns destroços de pedra e madeira nas bordas, deixando o caminho mais estreito. No fundo tinha mais um draugr. Um único draugr. Eu estava pronto pra atacar, mas Talline me segurou pelo braço. Estávamos fora do campo de visão dele, portanto seguros.
               - O que foi? – falei
               - Só tem um aí, até agora enfrentamos grupos deles. Pode ser uma armadilha.
               - Quero arriscar – virei às costas
               - Mas eu não vou deixar – ela segurou meu braço com mais força.
             
               Quando olhei pra trás de novo ela estava brava.
               - Qual é seu plano? – perguntei
               - Não tenho.
               - Quer ficar parada aqui então?
               - N... Não, mas...
               - Então eu vou pra luta – virei as costas – Se quiser lutar e permanecer segura ao mesmo tempo, use o arco.
             
               Fui em direção ao draugr, que logo me percebeu. Comecei a acelerar o passo lentamente e instintivamente. Estava ansioso pra lutar, mesmo pensando que ele não fosse um desafio. Quando percebi, estávamos um correndo na direção do outro. Eu apontei a minha espada pra ele. Na hora do impacto ele desviou, era claramente mais rápido que os outros que enfrentamos, ele parou nas minhas costas rapidamente, não tive tempo de reação, então fiz algo não recomendável. Para desviar do ataque que talvez estivesse vindo, não sabia se ele iria atacar, pois estava fora do campo de visão, eu dei um chute para trás e acertei a canela dele que o fez cair de joelho. Mas Ele apoiou com sua espada e logo contra atacou, fazendo um corte na minha perna esquerda. Dei um chute frontal na cabeça dele, pois ainda estava de joelho. Ele caiu para trás, largando a espada. Tentou levantar, mas rapidamente cortei a perna direita dele, começou a gritar, dei um chute de bico na cabeça dele. Ele relaxou, não estava morto ainda. Percebeu que eu ia mata-lo e falou uma coisa na linguagem dos dragões.
               “Ni praan”

       Do lado de trás do draugr recém assassinado tinha uma porta, que nos levou a um templo, andamos mais um pouco, matamos mais dois draugrs comuns numa sala que encontramos pelo caminho até acharmos um corredor, que no fundo havia mais um quebra cabeças. Era relativo à garra dourada. Era uma porta no fundo do corredor, ela era de pedra e tinha três anéis manipuláveis e no centro da porta tinha um lugar onde a garra era encaixada, parece que devemos colocar os anéis na posição correta de acordo com os desenhos para abrir a porta, os desenhos que deveriam ser postos em ordem eram de um urso, uma coruja e uma águia, a ordem tava na cara, era a ordem que a parte de baixo da garra dourada propunha. Urso, águia e coruja. Coloquei nessa ordem e abri a porta. Foi muito fácil.
               A porta lentamente desceu, até nos dar espaço pra passar, haviam ali alguns degraus que nos levavam a uma área aberta da caverna. Haviam vários pilares formados naturalmente de pedra ali. Ao entrarmos um grupo de morcegos acordou e voou para longe. Ao fundo dessa área tinha uma estrutura de pedra, e parece que essa estrutura da o nome desse lugar de Túmulo das Cataratas sombrias, era um sarcófago com uma parede atrás. Aproximamos-nos dessa estrutura, na parede curva tinha algumas escrituras numa língua estranha, língua de dragão talvez. Mas ao me aproximar senti algo esquisito, uma das “palavras” da parede brilhava, minha visão escurecia, realçando apenas essa palavra.
               - Bretã, veja isso – falei apontando pra palavra
               - Sim, é realmente uma parede muito estranha.
               - Não é isso, essa escritura. Ela brilha
               - O que? Não vejo nada.

               Um clarão veio, a palavra parou de brilhar e pude ver novamente. Pude ler a palavra que antes estava brilhando, “Força”, era isso que ela significava. Não sei explicar o que aconteceu, não tive sequer tempo para pensar nisso, um barulho estrondoso corrompeu meu pensamento, era um draugr saindo do sarcófago. Apenas um draugr.
    Não.
    Era diferente. Tinha um mau pressentimento.
    Sua espada era encantada com gelo, assim eu deduzi ao menos, saia uma aura azul clara dela. O draugr ao sair do sarcófago olhou para mim, sem se mover, mas depois olhou para Talline e gritou algo na língua dragônica. “Fus ro dah”. Foi o que ele disse, foi o que minha mente pode projetar ao ver uma onda de vento de aura azul indo rapidamente em direção a ela, que a fez voar longe, para fora da estrutura de pedra, colidindo fortemente com uma pedra. Ele tornou a olhar pra mim, deu uma risada, “Heh He! He!”, não contive a raiva pelo deboche dele. Dei um grito e fui correndo para atacá-lo, ele era mais rápido, me deu um chute frontal no abdômen, que me fez perder o ar por alguns momentos, e depois me socou no rosto, me fazendo cair no chão. Segurou-me pelo pescoço e me levantou. Meu pé não encostava mais o chão. “Dovahkiin saloh” ele disse e me bateu contra a parede.
    Meus ouvidos não escutavam mais nada, ali eu encontrava meu destino. Sendo morto por uma criatura tão repugnante, ele levantou sua espada e encostou sua ponta no lado direito do meu peito e empurrou-a contra mim. Estava pendurado na parede com uma espada cravando meu peito. Minha visão começava a escurecer, sentia o sangue escorrendo pelo meu corpo. Meu sangue. Aí eu me lembrei do que Talline me disse depois que saímos de Whiterun, logo após eu falar com o Farengar. “Você não deve morrer pelos seus amigos, e sim viver por eles”. Seria egoísmo meu morrer agora, Talline deve estar sentindo muita dor. Sim, Talline. Ela será o próximo alvo desse morto vivo.
    Meus nervos estavam em chamas, minha visão voltava aos poucos levantei meu braço e tirei aquela espada que cravava meu peito, mas minhas pernas não se moviam, eu caí de joelho no chão. O draugr que caminhava em direção a Talline percebeu que eu estava vivo ainda e voltou para acabar o serviço. Minha espada estava longe de mim, e eu não peguei a espada do draugr, pois é como eu digo uma pessoa que morreu com sua farda terá sua honra retirada se um desconhecido usá-la. Não importa se é inimigo ou não, eu não retirarei a honra de ninguém. Minhas mãos seriam o suficiente pra essa batalha. Levantei lentamente, restaurando a mobilidade da minha perna. O draugr não tinha respeito algum, apesar de saber que eu não tinha minha arma ele pegou a espada dele, estava numa desvantagem completa, eu tentei avançar, mas ele me fez um corte diagonal no meu torso, o encantamento de gelo só piorava a situação. Não conseguia me movimentar mais, meu corpo praticamente todo ensangüentado começava a se dissipar. Era difícil respirar, aí surgiu minha última esperança, aquela poção de cura. Peguei na minha bolsa e tornei-a.
    As feridas mais profundas começaram a se fechar, como aquela que a espada fez ao ser cravada no meu peito, mas a do corte diagonal não se fechou, talvez eu precisasse de uma poção maior pra curar tudo. Levantei rapidamente, meu vigor tinha sido restaurado ao lembrar que a vida de alguém, da Talline, estava em minhas mãos. O draugr tentou um golpe lateral com a espada, mas eu esquivei, fazendo um rolamento e me aproximando da espada de oricalco. Peguei-a e entrei em guarda.
    - Agora você vai ver, sua escória humana. - falei
    - Heh heh! Heh! Heh! – ele ria

    Avancei nele e na hora de atacar eu pulei, fazendo um ataque aéreo direcionado ao rosto dele, ele desviou e contra atacou, eu recuei para não ter a espada cravada novamente em mim. Ficamos um tempo em guarda planejando o próximo ataque. Eu fui pra cima dele tentando fazer um ataque direto na barriga dele, ele defendeu, mas eu fui mais rápido e chutei-o na barriga. O draugr largou a espada no chão, mas ele tinha uma arma secreta. O grito. Novamente aquele berro em outra língua, fui empurrado em direção a mesma parede ensangüentada, e ele avançou no meu pescoço e novamente me vi naquela situação, dessa vez não tinha poção nenhuma pra me salvar. Cravou sua espada no meu peito. Falhei. A única coisa que alguém pediu pra mim eu falhei. O que me salvaria agora seria a magia da Talline, que se encontrava inconsciente agora. Ou era aí que eu me enganava. Uma flecha atingiu a cabeça do draugr a minha frente atravessou o elmo de ébano dele, era uma flecha vermelha e preta, as partes vermelhas brilhavam. Observei a Talline chorando rios de lágrimas retirando a espada de mim e me curando, não conseguia me mover e nem ouvir, só ver. Como eu pensaria que chegaria naquele ponto? Me sinto mal por ver Talline sofrendo tanto por mim.


    Acabei dormindo lá. Não lembro se morri ou se Talline conseguiu me salvar, só lembro que dormi.

    Crônicas de Drunmon parte 12 - Dragonborn:
    Lentamente meus olhos foram abrindo. Não conseguia mover nada além da minha cabeça, lentamente eu me recompunha e conseguia meus movimentos de volta. Logo depois minha memória voltou, lembrei de tudo que tinha acontecido, meu primeiro reflexo foi olhar para o meu peito, eu via sangue, mas nenhum corte ou ferida. Depois olhei ao redor, vi Talline deitada em posição fetal ao meu lado, deveria ter pego no sono recentemente pois ainda haviam lágrimas no seu rosto. Não a acordei, deveria estar exausta. Logo olhei pro draugr que quase me matou, ele estava com a flecha negra cravada em sua  cabeça, não era uma flecha comum pra ter atravessado um material de ébano com tanta facilidade. Tirei da cabeça dele pra ver. Era exatamente o que eu pensava, material de Daedra. Fico imaginando onde Talline conseguiu uma coisa dessas. Eu peguei-a pra mim.
    Então quando examinei o sarcófago, ou túmulo, de onde saiu o draugr eu vi que toda a jornada não foi em vão. Lá estava a tabuleta de que viemos buscar. Era exatamente como Farengar descreveu, era um mapa com escrituras dragônicas. Tinha uns três centímetros de grossura e media dois palmos, era um tanto grande, mas parecia antigo e frágil, apesar da espessura. Olhei pra trás e vi próximo a parede a espada, aquela maldita espada manchada com meu sangue. Não pude negar que senti vontade de pegá-la para mim, mas resisti. Me nego a usar uma arma que quase foi minha causa de morte. Agachei próximo a bretã adormecida e chacoalhei seu ombro pra acordá-la. Ela abriu os olhos e tomou um susto, e depois começou a chorar de novo.
    - V... Você esta bem? – Perguntei a ela
    - Nun... Nunca mais faça isso comigo – Ela coçava o olho a medida que as lágrimas escorriam.

    Saímos daquela caverna, era noite. Perdi totalmente a noção do tempo depois que entrei nessas masmorras malditas. Caminhamos em direção a Whiterun.
    Ao chegar fomos direto a estalagem, estávamos exaustos apesar de tudo. Logo de manhã eu acordei para ir a Dragonsreach, o palácio do rei Balgruuf. Ao sair da estalagem olhei ao horizonte acima das muralhas da cidade, meus olhos não acreditavam. Muito longe dali estavam o dragão, longe o bastante para não sentir medo e perto o bastante que a visão ainda alcançava. Estava aparentemente atacando a torre vigia de Whiterun, tentei ignorar e ir em direção a Dragonsreach logo. Ao entrar a imagem era praticamente a mesma que eu vi da primeira vez que entrei, fui direto a sala do mago, ele estava conversando com uma mulher encapuzada. Ao me ver ele interrompeu e me perguntou.
    - Já esta de volta? Conseguiu algum resultado? – ele me perguntou com brilho nos olhos, acho que esta ansioso.
    - É isso? – Coloquei na mesa a placa de pedra
    - Meu... deus! É real!
    - Você foi para os Túmulos das cataratas sombrias e pegou isso? Bom trabalho – a mulher encapuzada reagiu.

    Mal tivemos tempo para comemorar, a elfa guarda costas do rei apareceu.
    -Farengar! Farengar, não há tempo de ficar em cerimônia. Um dragão foi visto por perto. – deveria ser o dragão que eu vi ao sair da estalagem.
    - O que? Um dragão em carne e osso? – Farengar não parecia estar com medo.
    - Precisamos falar com Balgruuf sobre o que devemos fazer.

    Fomos ao andar de cima do palácio, precisamente nos aposentos do rei, ali havia um guarda vigia, foi ele que viu o dragão atacando a torre, pelo menos ele foi quem sobreviveu ao ver. O rei estava ciente do dragão e nos mandou ir examinar a área do ataque.
    - Se o combate for necessário, façam de tudo para proteger a cidade e matar o dragão. – disse Balgruuf
    - Certo, devo chamar algum dos guardas para ir comigo? – Irileth perguntou
    - Sim, e você, Drunmon, eu queria pedir que você fosse também. Afinal, você já viu um dragão e é, portanto, o que tem mais experiência sobre eles.
    -Sem problemas – falei
    - E quanto a você, Farengar, você não vai ao combate, não posso por você em risco também. Fique aqui e prossiga com suas pesquisas.
    - Ma... Mas eu queria vê-lo – Farengar parecia uma criança que perdeu o doce.

    Saímos do palácio e fomos em direção ao portão principal da cidade, tinha um grupo de guardas aguardando ordens de Irileth. Ela comandou-os para irem conosco matar o dragão, deu-os algumas mensagens de confiança, pois aqueles pobres coitados nunca viram um dragão na vida.
    Corremos em direção a torre, que por sinal estava toda destruída, haviam destroços de tijolos de concreto pelo chão, e haviam ali também várias fogueiras. Chamas do dragão provavelmente. Eu adentrei a torre pra ver se tinha alguém vivo. Logo na entrada havia um guarda que estava lá durante o ataque. Ele estava muito ferido, e sua couraça estava praticamente toda rasgada.
    - Não! Não venham pra cá. Ele esta por aqui ainda. – estava com medo, se referia ao dragão.

    Ouvimos um rugido.
    - Kynareth nos proteja, aí vem ele de novo

    Era o dragão, rápido como o vento.
    - Aí vem ele, garotos! Façam com que toda flecha conte. – Gritou Irileth, a elfa

    Ele voou acima de nós, muito próximo ao chão, ao olhar pra cima tudo que víamos eram flechas voando sem rumo lançadas originalmente para acertar o dragão. Eu estava com meu arco e com dez flechas mais a flecha daédrica de Talline, que por sinal deve estar dormindo agora. A mira dela seria útil agora. O dragão deu umas três voltas na área da torre e pousou, pousou no caminho de pedra, estava muito longe de mim, até eu chegar onde ele estava ele levantaria vôo de novo. De longe eu tentei atacá-lo, lancei uma flecha comum, não a daédrica. Pude ver um infeliz dum guarda atacando o dragão bravamente de perto, mas sua coragem foi logo inutilizada ao receber uma abocanhada dele. O dragão sanguinário chacoalhava o pobre guarda de um lado pro outro com a boca, até soltar e atira-lo longe. Era horrível ver uma cena dessas sabendo que eu não podia fazer nada.
    O monstro olhou para mim de longe e berrou. “dovahkiin los rigir, nuz vis rok kriist suleyk do dovah?”, era de arrepiar a maneira que esses monstros falavam. Depois de falar isso ele levantou vôo e começou a me rondear, até que berrou novamente, “Yol toor shul” foi o que ele falou quando começou a sair da boca dele uma rajada de fogo, consegui escapar por pouco, toda a área de onde o fogo atingiu estava em chamas agora, queimava até a alma se bobear quando tentava me recompor o dragão pouso bem na minha frente, tentei dar a volta nele para não ser abocanhado, olhei ao redor enquanto corria e vi irileth vindo em minha direção pra ajudar, subi numa pedra que estava bem do lado do monstro e usei-a para pular em sua lombar, pois apesar de tudo ele não tinha alcance para me pegar ali. Mas ele percebeu que eu estava lá e levantou vôo, tudo que eu tinha para me apoiar eram aqueles espinhos das costas dele. Tentei escalar até chegar à cabeça. Era difícil, mas deu certo. Tentava não olhar pra baixo, já estávamos muito longe do chão e subíamos cada vez mais. Ao chegar na cabeça eu apertei a garganta com minha perna e começai a golpear a cabeça com a espada.
    - Hinskaal, se eu morrer agora você morre também, Dovahkiin – aparentemente o dragão falava minha língua também.
    - Te vejo em oblivion, então!

    Tornei a golpeá-lo, mas quando vi, ele começou a se aproximar do chão. Pensei se ele estava tentando se suicidar, mas pelo contrário, ele pousou. Aproveitando que eu já estava no chão golpeei-o com mais força, minha espada cravou completamente na cabeça do monstro, que soltou um rugido agudo, acho que consegui.
    Deixei lá minha espada e saí de cima dele. Os guardas e a Irileth se aproximaram de mim.
    - Você... Você conseguiu! – um guarda falou
    - Algo está acontecendo. – Irileth gritou de longe.

    O dragão tinha suas escamas se decompondo e sumindo no ar. “kogaan, joor. Obrigado” o dragão falou e depois dormiu. Uma aura azul começou a sair dele, que teve toda sua carcaça decomposta, sobrando apenas o esqueleto. A aura azul lembrava a alma dele, que começou a ser absorvida pelo meu corpo. Quando eu olhei ao redor vi todos os guardas com olhares surpresos.
    - Você é... Dragonborn, por Talos, os deuses não nos abandonaram! – um deles falou
    - Dragonborn? O que é isso? – respondi
    - Sim, pode ser ele. Meu avô me contava histórias sobre um homem que tinha o poder de matar dragões e absorver suas almas, você pode ser ele, redguard. – outro guarda falou
    - Não acredito nessa história de criança nórdica. – Irileth replicou.
    - Você é elfa, Irileth, óbvio que não acredita.

    Enquanto eles discutiam, eu me lembrei daquela parede com escrituras dragônicas nos Túmulos das Cataratas Sombrias, aquela palavra que brilho... Força ela significava... “Fus” traduzido literalmente. Tentei assimilar. O Dragão gritou “Yol toor shul” e chamas saíram da sua boca. Então se eu gritar “fus”... Não custa tentar.
    -Fus! – Gritei, e algo aconteceu, saiu da minha boca uma onda azul de vento, como o draugr fez. A rajada fez com que alguns guardas fossem empurrados, mas não voaram longe, acho que o poder não era suficiente ainda.
    - O que foi isso agora?! – Irileth gritou
    - O thu’um! Ele possui o thu’um! – o outro guarda gritou
    - É definitivo então, você é Dragonborn – um guarda acrescentou.
    - Drunmon, vá até Balgruuf e conte-o tudo que aconteceu aqui. Inclusive esse negócio de ‘Dragonborn’, ele vai saber o que fazer – a elfa falou

    Fiz um sinal de positivo com a cabeça e parti para Whiterun, agora tenho em mãos um poder que não tinha conhecimento, preciso saber como usá-lo.

    Crônicas de Drunmon parte 13 - Rumo a Ivarstead:
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    Última edição por Drunmon em Sex Dez 13, 2013 1:03 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: Capítulo 2, Drunmon - O redguard andarilho

    Mensagem por Drunmon em Seg Dez 09, 2013 6:57 am

    update: parte 12
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    Re: Capítulo 2, Drunmon - O redguard andarilho

    Mensagem por Drunmon em Sex Dez 13, 2013 1:04 pm

    update: parte 13, a partir de agora não postarei o texto das Fics aqui no fórum, e sim, linkarei-as para quem quiser ler visitar o blog oficial, afinal além de ser um jeito mais confortável de se ler eu ainda ganho mais views pro blog.

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    Re: Capítulo 2, Drunmon - O redguard andarilho

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